Igualitária: Revista do Curso de História da Estácio BH, No 6 (2015)

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Dissolução, Fusão, Transplante: perspectivas sobre Herança Portuguesa e Civilização Material Brasileira nos primórdios da política de proteção ao patrimônio nacional no Brasil.

Vera Chacham

Resumo


Serão aqui abordados textos de alguns dos intelectuais que procuraram interpretar o patrimônio brasileiro como detentor de uma origem europeia, particularmente portuguesa. Muitas vezes seus textos se contradizem, devido à necessidade de afirmação de uma especificidade nacional. Europeia e nacional; portuguesa e brasileira. Serão abordados aqui três autores, todos eles com vínculos com o SPHAN, o órgão do governo que a partir de 1937 foi responsável pela preservação do patrimônio histórico e artístico nacional. O primeiro dos intelectuais é o próprio Rodrigo de Melo Franco, na condução do SPHAN por décadas e já no princípio voltado para a necessidade premente de justificação da própria criação do órgão. O segundo, Afonso Arinos de Melo Franco, consultor do SPHAN; o terceiro, o sociólogo Gilberto Freyre, também colaborador do SPHAN. A discussão proposta diz respeito às formas pelas quais a herança portuguesa é vista como incorporada pela cultura brasileira: transplantação, fusão, dissolução. De fato, pensamos que existem várias formas de influência e aqui nós incluímos uma apropriação indireta, que podemos encontrar nas imitações de azulejo nas igrejas de Minas Gerais. 

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