Igualitária: Revista do Curso de História da Estácio BH, No 6 (2015)

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Um Estudo Sobre a Violência no Parto no Rio de Janeiro Oitocentista: O Caso da Princesa Isabel.

Débora Cristina Carvalho Guimarães

Resumo


O parto e o nascimento são eventos milenares, culturais, individuais e familiares, mas, só pouco mais de um século, tornou-se objeto de interesse estudar as formas de violência ocorridas no parto. No Brasil, em especial no Rio de Janeiro oitocentista, as gestações e partos da Princesa Isabel, por exemplo, mostram todo o contexto da medicina, sinalizando o pensamento e comportamentos sociais relativos à parturição, à construção da medicina no Brasil, às normas públicas que orientavam o evento parir e toda a metodologia utilizada. Centrando-nos na figura da Princesa Isabel seus partos intervencionistas, análises sobre suas experiências de parto, e, em especial, destacamos também, o contexto histórico dos serviços de Saúde no Brasil, e assinalamos a importância do  parto  diante  da  realidade brasileira que separa a vida familiar e comunitária da mulher, da dicotômica ideia implantada na sociedade e ambiente médico hospitalar. Sua abordagem nos hospitais, além do conceito do parto ser frequentemente associado às relações de controle, de alienações e do não reconhecimento das subjetividades envolvidas nas práticas assistenciais, acaba configurando violência favorecedora de uma estrutura institucional, caracterizada pela rigidez hierárquica e técnicas desenvolvidas.

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