Igualitária: Revista do Curso de História da Estácio BH, No 8 (2016)

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A Era Vargas E O Contexto De Emergência Do Populismo

Cláudio André Pires Dumont

Resumo


O populismo foi assim denominado por ter sido a manifestação de um movimento de condução política de parte da população brasileira, liderada por Getúlio Vargas. Esse processo é visto como um instrumento de poder na instauração e consolidação do regime ditatorial brasileiro, que durou de 1937 a 1945 e que serviu como exemplo de governabilidade para vários políticos que seguiram Getúlio Vargas. Este artigo tem como objeto o populismo e suas implicações na política brasileira na década de 1930, visando entender sua emergência e quais razões levaram Getúlio Vargas, após o golpe, e então Presidente, a permanecer no poder; bem como lançar luz sobre o processo da afirmação de uma ação política que, a partir de então, passou a compor o cenário da política nacional. Para atingir esses objetivos o método utilizado centrou-se na revisão da literatura especializada.  Assim, foi possível constatar que o populismo serve de artifício manipulatório do político entre as classes dominadas, que se valem da falta de uma representatividade política e social depositando nesses líderes a resposta de suas carências. Entretanto, o populismo teve várias facetas. Ora sendo usado como objeto de liderança, ora sendo usado como massa de manobra e persuasão. Desse modo, conclui-se, também, que o vínculo emocional com o povo facilita e reforça os atos populares. No campo das ações práticas, o populista prioriza o atendimento das necessidades das classes. Entretanto, da mesma forma que essa política traz o povo para mais próximo de si, ela também impede que apareçam concorrentes.

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