Jures, Vol. 14, No 25 (2021)

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O VALOR DOS VÍNCULOS AFETIVOS E A SUA RELAÇÃO COM O COMETIMENTO DE CRIMES

Carolina Tetzner

Resumo


Este estudo investigou a trajetória de vida de quatorze (14) reeducandos que cumpriam pena no Instituto de Readaptação Social, na cidade de Vila Velha, ES. Os dados foram coletados através de entrevistas estruturadas e semi-estruturadas, que tinham por objetivo identificar alguns fatores implicados no cometimento de crime, baseando-se na hipótese explicativa de que a fragilidade dos vínculos familiares afetivos é um desses fatores facilitadores. Os resultados apontaram a relevância da figura materna como cuidadora na primeira fase do desenvolvimento, decrescendo ao longo das faixas etárias, além do destaque relativo ao papel desempenhado pelo entrevistado como responsável pelos cuidados consigo mesmo a partir da segunda fase (8 a 14 anos). Nesta etapa também chama atenção a variação de pessoas responsáveis pelo sujeito, bem como, o fortalecimento dos vínculos de amizade, que conforme a maioria relatou foi a "influência de companhias" o motivo da entrada na vida criminal. Conclui-se então que a fragilidade dos vínculos estabelecidos durante o desenvolvimento pode ser entendida como facilitadora para o envolvimento com a criminalidade.

 

Palavras-chave: família; vínculos afetivos; crime; reeducando.


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