SUBMISSÕES ENCERRADAS PARA Nº TEMÁTICO ABRIL 2020

AGRADECEMOS AS SUBMISSÕES REALIZADAS E INFORMAMOS QUE NÃO ACEITAREMOS MAIS TRABALHOS PARA O NÚMERO. ABAIXO, CHAMADA APENAS PARA REGISTRO.

Este número temático terá 3 subseções, ou subtemas, cada uma com 10 artigos.

Seção 1. EDUCAÇÃO PARA JOVENS E ADULTOS EM SITUAÇÃO DE RESTRIÇÃO E PRIVAÇÃO DE LIBERDADE NA AMÉRICA DO SUL

Organizadores: Elionaldo Fernandes Julião, UFF, Ana Cláudia Ferreira Godinho, UFRGS, e Fabiana de Moura Maia Rodrigues, unidade prisional - Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.

Chamada
A educação vem sendo compreendida como condição indispensável à vida digna dos sujeitos jovens e adultos em contextos de restrição e privação de liberdade. É, portanto, reconhecida como direito humano fundamental e subjetivo e dever do Estado. Os estudos sobre o tema destacam o papel dos sistemas prisional e socioeducativo na sociedade contemporânea, principalmente para a garantia de direitos fundamentais destes sujeitos previstos em tratados internacionais. Visando contribuir com o debate sobre educação, justiça, violência, criminalidade, direitos humanos e políticas de restrição e privação de liberdade, esta proposta de seção temática visa reunir artigos, resultados de pesquisas sobre experiências de políticas e práticas educativas escolares e não escolares em contextos de restrição e privação de liberdade. Em linhas gerais, pretende contribuir com o debate sobre os avanços e impasses da política de educação implementada nos sistemas prisional e socioeducativo do Brasil e de outros países da América do Sul.

Seção 2. EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA E LUGARES AMAZÔNICOS

Organizadores:
Wallace Wagner Rodrigues Pantoja, UnB, editor do Boletim da Educação em Tempo Integral e Hugo de Carvalho Sobrinho, (GEAF-UnB).

Chamada:
A proposta pretende avançar o debate acerca da relação fundamental entre educação e lugar desde a Amazônia, invertendo uma posição padrão que tende a pensar a metodologia como replicável em diferentes contextos ou apenas adaptável aos mesmos. Porém, se toda metodologia surge de um "solo epistemológico" e, mais ainda, de um contexto geográfico - ou de diferentes contextos combinados, não raro, assimetricamente - não se pode perder de vista a singularidade dos lugares onde é criada, remodelada ou rearticulada uma prática educativa antes de se converter em metodologia replicável na educação básica ou superior. Assim, acolhemos trabalhos sobre a criação de práticas educativas em lugares amazônicos, percebidos como fundamento da existência individual e coletiva, abrindo assim comunicação ativa entre o fazer-saber dos lugares e o campo da educação regional e nacional.

Seção 3. EDUCAÇÃO E(M) TERREIROS

Organizadores:
Alexandre de Oliveira Fernandes (Alexandre Osaniiyi), IFBA/PPGREC/UESB/Jequié, Kiusam Regina de Oliveira, (Iyalorixá) UFES. e Maristela Gomes de Souza Guedes (Stela Guedes Caputo) UERJ.

Chamada
Batuques distintos como Babaçuê, Batuque; Cabula; Candomblé (Banto, Jêje-Nagô, Queto, Efôn, baiano, carioca, reafricanizado), Candomblé de Caboclo, Culto aos Egungun, Culto de Ifá, Religião Tradicional Iorubá, Encantaria, Jurema de Terreiro; Macumba; Omolokô; Quimbanda; Tambor-de-Mina; Terecô; Umbanda; Umbanda branca; Umbanda africana; Umbandaime; Umbandomblé; Xambá; Xangô do Nordeste legam à sociedade brasileira, por meio de uma visão de mundo e uma maneira de ser peculiares, pedagogias que privilegiam o Corpo e a Vida, aqui e agora. Um xirê de pesquisas, uma roda de textos, uma cantoria de artigos tem chamado nossa atenção para o aprendizado nos terreiros; educação pelo silêncio; Legado ancestral africano; Pedagogia do Baobá; Exu-filósofo-educador; Pedagogia do Axé-Alegria; Filosofia Afroperspectivista; Epistemologia Exuriana; Pedagogia da Ancestralidade. Guardadas as diferenças, estes estudos refletem acerca do ensino-aprendizagem envolvendo símbolos, ritos, mitos, oralidade, ancestralidade, estética, dança, musicalidade, tempo-espaço míticos, comidas, hierarquia, transe, iniciação, ancianidade, cosmologia, preconceito, resistência, alabê e ogan, padê e axexê, corpus literário de Ifá. Para a presente chamada da revista “Educação e Cultura Contemporânea” (Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estácio de Sá), na contramão de uma história de discriminação religiosa e discriminação racial, convidamos pesquisadoras/es a refletirem sobre a temática “Educação e(m) Terreiros”. Receberemos estudos empíricos e teóricos, convencidas de que pensar a Educação desde os terreiros de Axé, pode fortalecer uma pedagogia ancestral que não busca revelar algo, senão diferir o sentido e lidar com o mistério do segredo sagrado, além de impactar nos currículos da Educação brasileira fornecendo metodologias e alternativas capazes de lidar com os problemas pedagógicos contemporâneos. É com prazer que convidamos à publicação. Que Ori permita.

Período PRORROGADO para submissão de artigos: 15/02/2019 a 30/09/2019. Lançamento: abril de 2020.

No momento da submissão, é necessário selecionar, no item seção* a opção "Temática de abril".



Revista Educação e Cultura Contemporânea 2004-2019 | Universidade Estácio de Sá
ISSN online: 2238-1279

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