Acabamos de lançar o número 39, temático.

Em 2007 foi publicado na Revista Educação e Sociedade o Dossiê: Estudos do Cotidiano e Educação. Neste estava um artigo de Inês Barbosa de Oliveira em que a autora cunhava o termo cegueira epistemológica esclarecendo que: Ouso trazer para essa discussão a idéia de que há, em cada um de nós, uma cegueira epistemológica, oriunda da parcialidade de nossa visão desenvolvida no seio de uma cultura, também sempre parcial (Santos, 2003) e de experiências singulares. Não detemos, portanto, os meios para compreender e poder, a partir daí crer e ver/ler/ouvir, determinadas classificações, determinadas formas de compreender o mundo, determinadas formas de organização social, determinados valores morais, entre tantas outras coisas que nos causam espanto e nos imobilizam a capacidade de raciocinar “friamente” (OLIVEIRA, 2007).
Dez anos depois, esta proposta de número temático incita colegas e estudiosos das Ciências Sociais e da Educação a apresentarem artigos em que a noção seja abordada, a partir de reflexões em torno das pesquisas que realizam em Educação ou em Ciências Sociais em sua dimensão político-epistemológica. O objetivo é evidenciar a operacionalidade da noção e seu potencial de enriquecimento das reflexões de caráter político-epistemológico que desenvolvemos em nossas pesquisas,