NÚMERO TEMÁTICO OUTUBRO 2020: “REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E TECNOLOGIAS ASSISTIVAS”

A inclusão está atrelada à consideração e ao acolhimento de pessoas que não têm ou não tiveram as mesmas oportunidades na sociedade e na escola, objetivando atender suas necessidades e promover sua participação em diferentes atividades e redes de relacionamentos. Diversas deficiências afetam e dificultam de forma diferenciada o processo de aprendizagem no espaço escolar, sendo necessário, frequentemente, o desenvolvimento de equipamentos para facilitar este processo. É nesta perspectiva que nossa chamada é dirigida a todos aqueles que se dedicam a estudos acerca da inclusão de pessoas com deficiência - "considerada aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas" (Art. 2º, Lei nº 13,146 de 6 de julho de 2015) - e voltados, por exemplo, às Tecnologias Assistivas, ao desenvolvimento de recursos pedagógicos para o ensino de pessoas com deficiências e outros que possam garantir a autonomia e a independência da pessoa com deficiência e contribuir para alavancar ações e práticas para o fortalecimento da Inclusão Escolar e Social.

De acordo com o Comitê de Ajudas Técnicas (CAT, 2006), Tecnologias Assistivas (TA) podem ser entendidas como "produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivem promover a funcionalidade, relacionada à atividade e à participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, visando à sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social" apropriadas por diferentes grupos. As TA envolvem profissionais de diferentes áreas de atuação, como saúde, educação e tecnologia de maneiras diversas devido à complexidade que abrange a deficiência.

A Teoria das Representações Sociais tem sido utilizada cada vez mais para explicar e compreender o campo educacional a partir de uma perspectiva psicossocial. Uma representação social leva em conta os pontos de vista dos sujeitos e dos grupos pelo seu caráter de comunicação e expressão; as variadas expressões dos sujeitos organizadas por meio de princípios comuns é que irão gerar uma representação que um grupo social tende a ter em relação a um determinado objeto. Patrick Rateau e Grégory Lo Monaco explicam que o cotidiano é constituído por inúmeras situações, eventos, indivíduos e grupos que, em suas relações cotidianas, são chamados a tomar decisões, opinar sobre um tema, explicar um comportamento, pois estão permanentemente imersos em um meio saturado de informações com quais devem interagir constantemente. É a partir dos contatos sociais e das trocas interpessoais que são adquiridos, transmitidos e perpetuados conhecimentos, comportamentos, crenças e valores que permitem os sujeitos compartilharem concepções comuns das coisas e de outros sujeitos.

A Teoria das Representações Sociais nos ajuda a compreender como aqueles que estão próximos a pessoas com deficiência percebem tecnologia assistiva e seu uso em suas práticas cotidianas.

Responsáveis:

Profª Drª Helenice Maia – Universidade Estácio de Sá
E-mail: helemaia@uol.com.br

Profª Drª Stella Pedrosa – Universidade Estácio de Sá
E-mail: smpedrosa@gmail.com

Período para submissão de artigos: 15/08/2019 a 15/03/2020. Lançamento: outubrode 2020.

Para que o trabalho seja avaliado para este número 50/2020, é necessário que o autor(es) selecione(m) TEMÁTICA OUTUBRO, no campo SEÇÃO, no início da submissão.



Revista Educação e Cultura Contemporânea 2004-2019 | Universidade Estácio de Sá
ISSN online: 2238-1279

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